Os/as servidores/as do Rio Grande do Norte que atuam na área da Segurança, Educação e Saúde anunciaram que vão entrar em greve a partir da próxima segunda-feira, 13, devido aos atrasos salariais. As remunerações não são pagas em dia desde o início de 2016. Eles/as vão aderir também, assim como outras diversas categorias do estado, ao Dia Nacional de Paralisação e Mobilização em Defesa dos Direitos. A data escolhida foi o dia 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da reforma trabalhista do governo Temer.

A atividade no RN está sendo organizada pela Frente Brasil Popular e vai unir as principais centrais sindicais (CUT, CTB, UGT, Conlutas e Intersindical), sindicatos e movimentos sociais. A concentração será na Praça Gentil Ferreira (Alecrim), às 14h, e os manifestantes vão seguir em caminhada até a rua João Pessoa (Cidade Alta). A luta é pela revogação da reforma trabalhista, contra o desmonte da previdência e da entrega das nossas riquezas e em defesa dos direitos.

Os/as servidores/as estaduais da Saúde aprovaram a greve, por tempo indeterminado, em assembleia do sindicato da categoria na última segunda-feira (06). De acordo com o Sindsaúde-RN, durante a paralisação, o efetivo vai funcionar com 30% do pessoal em serviços essenciais, como urgência e emergência. Além dos salários em dia, eles/as exigem também a anulação do pacote de ajuste fiscal do Governo do Estado, enviado à Assembleia Legislativa.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do estado também se reuniram na segunda para tratar do atraso salarial. Em nota, a categoria afirmou que “praticamente todo o policiamento ostensivo será suspenso” se o Governo do Estado não atualizar o calendário de pagamento dos militares da ativa, reserva e pensionistas.

Os/as professores/as da Universidade Estadual do RN (Uern) aprovaram a greve, em assembleia na última terça (31), devido aos atrasos salariais e pelo “total descaso do Governo de Robinson Faria com a universidade”. “Saímos dessa assembleia com a perspectiva de que esta greve será muito forte. Tanto pela situação limite a qual o Governo do Estado nos colocou quanto pelo compromisso da categoria com a defesa da universidade. Hoje tivemos a oportunidade de ver que os professores e professoras da Uern estão indignados e não vão aceitar os atrasos salariais”, afirmou a presidenta da Aduern, Rivânia Moura.