O que eles temem é o gesto do jovem Everton, o toque suave no rosto, o sorriso cheio de dentes, reafirmando, mais de uma década depois, o carinho e a confiança do menino Everton erguendo-se sobre a multidão para abraçar o presidente que olhou por ele e pela família dele.

É a alegria transbordante das baianas recebendo, num ritual de fé no futuro, o filho mais querido do Brasil de todas as crenças e cores.

É a selfie coletiva dos operários do metrô de Salvador, orgulhosos por estarem ao lado de quem reconhecem como igual a eles, na trajetória de vida e no trabalho incansável para construir um novo Brasil.

O que eles temem não é Lula: é essa energia poderosa do povo, que parece represada pela força de tantos golpes mas logo desperta quando em contato com Lula.

Uma força que não pode ser simulada em estúdio, programa de computador ou com truques de marketing.

Ela demonstra que o Brasil das ruas reais é Lula. E que Lula é esse Brasil que se levanta na festa da volta.

Fotos de Ricardo Stuckert