Com o objetivo de dar visibilidade às ações protagonizadas por mulheres e instigar o debate acerca da luta por mais respeito e valorização, será lançado, nesta sexta-feira (09), o Coletivo Arretadas – coletivo feminista de comunicação e midiativismo. O evento será na Pinacoteca Potiguar, a partir das 18h, e vai contar com roda de conversa sobre mulheres e mídia, lançamento do site, apresentações culturais, bazar e feira de economia solidária.

O Coletivo Arretadas foi idealizado pelas jornalistas Celinna Carvalho, Idyane França e Márcia Mello, em julho do ano passado, quando participavam do Facción (Encontro Latinoamericano de Midiativismo) em Buenos Aires.

As idealizadoras do Coletivo Arretadas: Celinna Carvalho, Márcia Mello e Idyane França. (Foto: arquivo pessoal)

 

“A gente viu que as mulheres participavam ativamente na organização das instituições, mas que os cargos mais altos eram, na maioria, ocupados por homens. E pensamos: cadê as minas poderosas aí?”, brincou Celinna Carvalho. “A gente decidiu, então, estruturar um projeto que tivesse como pauta principal o feminismo, com o objetivo de empoderar as mulheres e mostrar que esse espaço também é nosso”, explicou a jornalista.

O grupo começou a ocupar as redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) em dezembro divulgando conteúdos progressistas e homenageando mulheres de destaque do Rio Grande do Norte. O site será lançado com o coletivo no dia 9 de março e está sendo produzido, também, por uma mulher. “Estamos tentando estruturar todo o coletivo com mulheres”, disse Celinna.

CONTEÚDO
O portal vai contar com matérias e reportagens especiais, editorial, agenda, TV Arretada, galeria e 11 colunistas “arretadas”: Aparecida Fernandes (Educação e sindical), Aline Marques (Esporte), Concita Alves (Cultura), Maluz (Literatura), Maria Araújo (Movimento Negro), Maria Clara Arruda (Juventude), Rayane Andrade (Política e Conjuntura), Rebecka França (Diversidade), Rosa Moura (Cotidiano), Teresa Freire (Mulheres e Direitos).

A maioria dos assuntos, explicou Celinna Carvalho, vai ser tratada sob a perspectiva da mulher. “Precisamos tratar o feminismo como pauta principal porque acreditamos que ainda não alcançamos nossos objetivos. A gente está avançando há algumas décadas, mas o caminho ainda é longo”.

Apesar do foco ser pautas feministas como o combate ao assédio e à violência, a participação das mulheres na política e no mercado de trabalho, o Coletivo Arretadas também vai trabalhar outros temas. A ideia é seguir a linha dos direitos humanos, direito à terra, a luta por uma sociedade mais justa e igualitária, a defesa da democracia e pelo direito de Lula ser candidato, por exemplo.

COLABORAÇÃO
“Acreditamos que juntas somos mais fortes e, para que nossas ações ecoem até as mulheres da cidade e do campo, precisamos da união de todas e todos”.

O Coletivo Arretadas tem planejado ações diretas também com grupos de mulheres e movimentos sociais. A ideia é fomentar debates e realizar oficinas para reforçar a luta contra o machismo e todas as formas de opressão e desigualdade. Vão ser debatidos temas como mídia, inserção das mulheres na sociedade, equidade de gênero, direitos das mulheres negras, violência, dentre outros inerentes às mulheres.

Para realizar essas atividades com as mulheres e manter o coletivo funcionando, elas precisam de colaboração financeira. Já está disponível o link da Vakinha Online, com meta de R$ 10.500, e onde é possível colaborar com qualquer valor. É possível contribuir, ainda, através de transferência bancária, comprando os produtos do coletivo e participando das atividades. Para colaborar, é só entrar em contato com o Coletivo Arretadas (coletivoarretadas@gmail.com).

Também é possível colaborar com o grupo enviando sugestões de pautas, compartilhando o material produzido pelo coletivo e interagindo nas redes sociais para que o conteúdo possa alcançar cada vez mais pessoas.