O deputado estadual Fernando Mineiro (PT), em entrevista ao “Jornal do Dia” da TV Ponta Negra, nesta terça-feira, 7, confirmou que apresentou seu nome à executiva do PT-RN como pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2018. Ao fazer o anúncio, ele criticou a qualidade da maioria da bancada federal potiguar, que, em sua opinião, “não está nem aí para os problemas do RN”.

“Lamentavelmente, a maioria da bancada é muito ruim. Você não vê a maioria dos deputados federais, que, inclusive, são cúmplices do que está acontecendo no país, porque apoiaram Temer, se posicionando sobre os interesses do RN. Estão mais preocupados em fazer arranjos para amealhar emendas do que em defender o RN”, comentou.

Mineiro destacou que o povo “precisa estar atento a isso, para fiscalizar e fazer a escolha certa”. “Ninguém caiu do céu, seja como vereador, deputado estadual ou deputado federal. Eles foram escolhidos pelo povo. A gente precisa fazer esse debate para o ano que vem, questionar o papel do deputado federal. É ficar amealhando emendas para satisfazer seus interesses locais ou é de pensar o estado? Esse é o debate que eu quero fazer”, declarou.

Mineiro reafirmou que o PT deverá apresentar candidatura própria ao Governo do Estado em 2018, mas disse que ainda não há definição sobre nomes, apesar da liderança nas pesquisas da senadora Fátima Bezerra.

“Nós estamos debatendo o Rio Grande do Norte. Vamos começar uma série de seminários regionais para levantar as demandas e as propostas para 2018. No momento certo, vamos discutir os nomes”, contou.

O primeiro seminário, cujo tema é “O PT pensa o RN rumo a 2018”, acontece no próximo sábado (11), a partir das 9h, na Câmara Municipal de Mossoró. No dia seguinte, a caravana petista estará em Campo Grande.

Crise

Na entrevista, Mineiro comentou, ainda, sobre a crise financeira do RN e a falta de diálogo do Governo do Estado com o Fórum dos Servidores Públicos. Ele lembrou que o atraso de dois meses dos salários do funcionalismo estadual impacta não só a vida das pessoas, mas a própria economia das cidades potiguares.

“O governo ficou esperando recursos extras para resolver a crise, mas não se preparou para enfrentá-la nem tomou nenhuma medida. Desde o primeiro ano já se anunciava a perspectiva dessa crise, mas o governo não fez as repactuações necessárias”, destacou.

Mineiro insistiu que o governo deveria ter tido “medidas mais efetivas para recuperar os recursos das sobras dos repasses aos demais Poderes”, além de rever o modelo das isenções fiscais e de melhorar a execução do Orçamento Geral do Estado (OGE).