Temer não tem condição moral nem política para fazer qualquer tipo de reforma, muito menos essas que tiram direitos trabalhistas e previdenciários. A opinião é do presidente da CUT, Vagner Freitas, que acompanha a votação da Reforma Trabalhista na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça do Senado, nesta quarta-feira (28). Ele reforçou, também, a importância dos/as trabalhadores/as aderirem à Greve Geral do próximo dia 30 para lutar contra a perda de direitos.

Vagner defende que a reforma seja retirada de pauta e que se forme uma mesa nacional de negociação. “Nós exigimos que essa proposta esdrúxula seja retirada. Depois do caos político, com diretas e um presidente legitimamente eleito, a gente faz uma mesa nacional de negociação com o governo, trabalhadores e empresários”.

O presidente da CUT criticou a forma como se deu a construção dessa reforma, sem diálogo com a classe trabalhadora. “Eles dizem que querem enfatizar a negociação e não o legislado, mas estão fazendo o contrário. O governo está fazendo uma lei à revelia dos trabalhadores, que não foi discutida conosco”, alertou. Ainda de acordo com Vagner Freitas, “as propostas vêm dos patrões, eles não querem negociar”.

Para barrar as reformas da previdência e trabalhista, no próximo dia 30 as ruas serão ocupadas, mais um vez, por trabalhadores/as de todas as regiões do país que vão aderir à Greve Geral convocada pelas Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, centrais sindicais e movimentos sociais. “Setores importantes dos sindicatos estão aderindo. É importante a participação e mobilização de toda a sociedade para essa greve, contra as reformas, pelas Diretas Já e Fora, Temer”, disse Vagner.