Neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) destacou a visita que fez à Fábrica de Briquetes Vale do Açu (BVA), localizada no Campus Ipanguaçu do IFRN, na segunda-feira (04). Durante a sessão plenária, o parlamentar falou sobre a importância da fábrica, que produz fonte energética sustentável, substituindo o uso da lenha nativa para minimizar o desmatamento da Caatinga e a perda da biodiversidade da região.

Os briquetes são um tipo de biocombustível sólido, produzido através da compactação de matéria-prima vegetal ou animal.  No caso dos briquetes produzidos pela BVA, os materiais que fazem parte da composição são as palhas e talos que hoje são descartados na natureza como resíduos da produção de cera de carnaúba e outros vegetais plantados com fins exclusivamente energéticos, como o capim-elefante.

A maior parte da lenha usada como fonte de energia é extraída da mata nativa, agravando o quadro de desertificação em vários pontos do estado. Os briquetes são uma opção à essa lenha utilizada em fornos de padarias, pizzarias e na indústria cerâmica, que possui uma grande participação na economia do RN.


A fábrica foi inaugurada em 2014 como resultado do Projeto Caatinga Viva e foi construída com recursos do Programa Petrobras Socioambiental, mas não estava em funcionamento em virtude da realização de dois certames licitatórios frustrados. Uma empresa do Ceará ganhou a licitação no final do ano passado e há cinco meses está em Ipanguaçu assumindo a gerência e produção dos briquetes.

De acordo com Mineiro, a BVA tem produzido cerca de 220 toneladas de briquetes por mês e toda a produção tem sido destinada para as padarias e pizzarias do Ceará. “Fui recebido pelo empresário Téo Pereira, que assumiu a fábrica e também tem uma em Fortaleza, e ele disse que estão começando os contatos com empresas do estado também”, disse o deputado.

Mineiro sugeriu, também, que o governo do Estado dê atenção a iniciativas como essa e que as entidades empresariais se envolvam no debate da substituição da matriz energética das atividades que consome lenha (cerâmicas, pizzarias, padarias).

O parlamentar parabenizou a iniciativa e destacou que é um trabalho embrionário que tem tudo a ver com a questão ambiental. “Nós sabemos que a nossa economia, em grande parte, está na Idade da Lenha, principalmente na parte da cerâmica. Temos que superar isso e a experiência dos briquetes tem gerado um resultado concreto na substituição das lenhas, inclusive com um grau de combustão superior as que são usadas”, argumentou. A visita foi articulada pelo vereador Joildo Lobato (PT de Ipanguaçu).

*Com informações do Portal do IFRN