Apesar dos dórias da vida, os de lá e os de cá, as cores quentes da arte de rua apagam o branco e o cinza das paredes sem vida. Com humor, com amor, com poesia, com palavras de ordem, com o sentimento militante de quem quer ver a cidade como ela (ainda) precisa ser: bonita, bem cuidada, colorida. Humanizada pelo toque de uma obra de arte coletiva em eterno progresso, que se re/faz nos traços da galera ligada no essencial: arte não é, nunca foi sujeira.

Fotos: Vlademir Alexandre