A população precisa compreender que os responsáveis pelo aumento do preço dos combustíveis são os senadores e deputados federais do RN que apoiaram o cassação da presidenta Dilma Rousseff (PT) para entregar o poder a Michel Temer (MDB). A afirmação, em tom incisivo, foi feita pelo deputado estadual Fernando Mineiro (PT), durante pronunciamento na sessão desta quinta-feira (24) na Assembleia Legislativa.

Para Mineiro, é necessário cobrar respostas desses personagens políticos, porque, ao apoiarem um governo ilegítimo que “assalta o país”, se colocam a favor da mudança na política de preços dos combustíveis praticada atualmente pela Petrobras.

“O preço dos combustíveis está nesse patamar porque houve uma mudança na política econômica brasileira e em relação à Petrobras. Isso não aconteceu por acaso, mas sim graças a esse projeto que assaltou o país, com o apoio de senadores e deputados do RN, que são corresponsáveis pelo aprofundamento da crise no Brasil”, criticou.

Mineiro explicou que a Petrobras, ao adotar uma nova política de preços dos combustíveis, diminuiu as operações nas refinarias, passou a exportar o petróleo bruto e aumentou a importação de combustível industrializado das multinacionais.

De acordo com dados da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), o diesel importado dos EUA passou de 41% em 2015 para mais de 80% do total em 2017. Mineiro destacou que, antes do impeachment fraudulento, os preços dos combustíveis eram mantidos abaixo dos R$ 3,00 devido a uma “decisão política” do governo Dilma.

“É exatamente por uma decisão política que os preços, agora, chegaram a esse patamar, porque existe uma lógica de privilegiar os interesses das empresas multinacionais em detrimento da Petrobras”, comentou.

Ele ressaltou que é preciso “mudar essa decisão política”, o que só vai acontecer “se as pessoas se conscientizarem que o que está acontecendo é resultado do golpe apoiado pela maioria dos senadores e deputados federais do RN”.

Mineiro alertou que o anúncio do governo federal sobre a extinção da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), tributo que incide sobre o diesel, “não é a melhor alternativa para enfrentar o aumento do preço dos combustíveis”.

“Quem vai pagar a conta disso são os municípios e o RN. O governo quer fazer gentileza com o chapéu alheio. Nosso estado vai perder R$ 30 milhões com a extinção da CIDE. Agora, se a situação financeira está ruim, imagine o que vai acontecer se isso se confirmar”, ponderou.

Foto: João Gilberto/AL-RN.