O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) esteve reunido com representantes dos/as estudantes secundaristas do estado, na manhã desta quarta-feira (09), que estão em luta contra a estrutura precária das escolas. O parlamentar colocou o mandato à disposição e vai solicitar que seja realizada audiência pública na Assembleia Legislativa para tratar da situação das escolas estaduais do RN. O professor Miguel Salusto também acompanhou a reunião representando o Sinte/RN (Sindicato dos/as Trabalhadores/as em Educação Pública).

Em 2013, o mandato de Mineiro já havia feito um levantamento sobre a situação de 43 escolas estaduais em Natal que resultou na reportagem fotográfica “Retratos sem Retoques“. A ideia é que seja feita uma atualização desse material com as escolas que estão em situação precária no estado e precisam ser reestruturadas. Os/as estudantes vão fazer esse levantamento e apresentar na reunião marcada para a próxima quarta-feira (16), que vai organizar a audiência.

A audiência pública sobre a situação das escolas foi pré-agendada para o próximo dia 5 de junho, às 15h30. Serão convidados/as para o debate a Secretaria de Educação do RN e o Tribunal de Contas do Estado. A atividade vai ser realizada em parceria com a UESP (União dos Estudantes Secundaristas do Estado), UMES/Natal (União Municipal dos Estudantes Secundaristas) e AMES-Extremoz (Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas de Extremoz).
ATO
Na manhã desta quarta (09), foi realizado também um ato estudantil contra a precarização das escolas, no centro de Natal. De acordo com os/as estudantes, o governo do RN não tem garantido a estrutura básica para o funcionamento das escolas. “Estudamos em salas de aula quentes, não temos laboratórios de ciências e de artes, tampouco ginásios poliesportivos. Nossos professores são mal remunerados o que prejudica e muito a qualidade das aulas, isso quando há professores”, critica o grupo.

Outro ponto citado pelos/as manifestantes é o Teto dos Gastos do governo Temer que congela os investimentos públicos por 20 anos, incluindo a Educação. “Isso ocasionará ainda mais a precarização de nossas escolas, ameaçando o futuro de todos os estudantes. Tudo isso é uma afronta aos estudantes que por direito tinham que ter uma educação pública e de qualidade”, disse a UESP.