Em entrevista na tarde desta quinta-feira (11) ao “Jornal do Dia” da TV Ponta Negra, o deputado Fernando Mineiro confirmou sua saída da liderança do governo estadual na Assembleia Legislativa para se dedicar à pré-campanha do PT pela Prefeitura de Natal. “Precisamos estudar Natal, nos dedicar ao trabalho de articulação interna do PT e preparar o projeto que vamos apresentar à cidade”, comentou.

Mineiro disse ter comunicado sua decisão ao governador Robinson Faria, que se referiu ao deputado como um “grande líder, competente e leal ao governo”. O petista disse, ainda, que o exercício da liderança do governo seria incompatível com a agenda da pré-candidatura a prefeito, porque as duas funções “demandam muito tempo”.

Perguntado se temia algum efeito do desgaste do PT em nível nacional sobre sua candidatura em Natal, Mineiro respondeu que as pessoas conhecem a história dele e “sabem separar as ações do indivíduo das do partido”.

“O PT ajudou a mudar esse país na história contemporânea. Eu sempre digo que se você colocar na balança os erros e os acertos do partido, os acertos são muito maiores. Agora, é claro que precisamos corrigir os erros”, ponderou.

Ele afirmou que, apesar do senso comum que prega a negação da política, “os problemas políticos são corrigidos com mais política, não negando a política”.

“O enfrentamento das crises, a transformação da sociedade se dá através da política. A gente não pode desistir da política, porque quanto mais pessoas de bem desistirem da política, mas aquelas que usam a política em benefício próprio vão avançar”, completou.

União

Mineiro disse estar convicto de que o PT marchará unido em Natal em 2016. Ele pontuou que é da tradição do partido debater muito as coisas, mas que, após bater o martelo, a legenda “caminha junto”.

Ele assegurou não ter dúvidas sobre o apoio da senadora Fátima Bezerra (PT) a sua candidatura, uma vez que a petista já externou seu posicionamento inúmeras vezes. “Fátima já deixou isso muito claro”, declarou.

Mineiro comentou, ainda, que a mudança mais importante em relação às eleições deste ano é o fim do financiamento empresarial das campanhas. Ele observou, porém, que isso só vai valer mesmo se a sociedade se mobilizar.

“Os grandes problemas de corrupção em nosso país estão ligados ao financiamento empresarial das campanhas. Ele torna a disputa muito desigual, porque prevalece a força do poder econômico. Tem muita gente que não é eleita, mas compra o mandato. A sociedade precisa acompanha esse processo de perto para que consigamos acabar efetivamente com o Caixa 2”, avaliou.