Em entrevista à Rádio Cidade, na manhã desta sexta-feira (18), o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) fez um balanço positivo sobre o primeiro ano do governo Robinson Faria. Ele observou que 2015 foi um período de “travessia” para o Rio Grande do Norte, que, assim como acontece com todos os estados do país, vive um período de “crise profunda” (CLIQUE AQUI para ouvir a íntegra da entrevista).

“Eu me sinto tranquilo por ter contribuído ao encaminhar as matérias e votações do governo na Assembleia Legislativa. Agradeço ao governador Robinson Faria por ter acreditado que poderíamos fazer essa travessia juntos. Isso só foi possível pelo sentimento de colaboração de toda a Casa”, comentou o parlamentar, que é líder do governo no Legislativo.

Mineiro também comentou sobre o cenário político nacional diante da tentativa de impeachment pela oposição contra a presidenta Dilma Rousseff. Ela afirmou que o que está em jogo “é a disputa intensa sobre os rumos do país”.

“O pano de fundo disso tudo são as visões sobre o Brasil. Desde que a Dilma ganhou, já perdi as contas de quantos turnos tivemos, porque os derrotados não aceitaram o resultado das urnas. Foi um ano de disputa intensa, permanente. Dilma venceu, a democracia venceu”, avaliou.

Mineiro afirmou que, apesar de estar previsto na Constituição, o mecanismo do impeachment não pode ser usado sem que se tenha os pré-requisitos necessários. Ele ponderou que não existe nada que desabone a presidenta Dilma, tampouco que indique que ela tenha cometido crime de responsabilidade.

“O que estão alegando para fazer o impeachment é a questão das pedaladas fiscais. O que é isso? É um mecanismo orçamentário que o governo lançou mão, com recursos dos bancos públicos, para pagar os programas sociais, como o Bolsa Família.

O deputado falou, ainda, sobre as perspectivas para a disputa pela sucessão à Prefeitura de Natal em 2016. Ele afirmou que seu nome continua à disposição do PT. Mineiro teceu críticas ao conservadorismo da atual gestão municipal, disse que os serviços públicos não avançaram e ressaltou que a cidade precisa de um novo modelo de desenvolvimento, que seja mais participativo, democrático e inclusivo.

Foto: Vlademir Alexandre.