O deputado estadual Fernando Mineiro registrou, na sessão desta quarta-feira (14), e se solidarizou pela morte de D. Paulo Evaristo Arns, 95 anos. Em sua trajetória, o religioso, arcebispo emérito da Arquidiocese de São Paulo, destacou-se pela luta política em defesa dos direitos humanos, contra as torturas e a favor das Diretas Já.

“Quem conhece a história contemporânea do Brasil e a luta pelos direitos humanos e pelo fim da ditadura conhece a contribuição de D. Paulo”, disse Mineiro. “Ele sempre será lembrado pela sua postura, acolhimento, sua coragem no enfrentamento e contribuição para fim da ditadura”, destacou.

Mineiro disse, ainda, que os últimos dias serão lembrados pelos fatos ocorridos. “O 12 de dezembro foi Dia Mundial dos Direitos Humano e ontem, 13, dia do AI-5, que ocorreu em 1968, e do ‘AI-5 social’, que foi a aprovação da PEC 55”, lamentou o parlamentar. “E hoje tivemos o encantamento de D. Paulo Evaristo Arns”.

“Quero deixar aqui a minha solidariedade em nome do Partido dos Trabalhadores e acredito que dos militantes dos direitos humanos no estado e no Brasil”, afirmou Mineiro. “Sem dúvida, o país se torna menor na luta e resistência”.

D. Paulo Evaristo Arns recebeu inúmeros prêmios e homenagens no Brasil e no exterior, dentre eles o Prêmio Nansen do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), o Prêmio Niwano da Paz (Japão) e o Prêmio Internacional Letelier-Moffitt de Direitos Humanos (EUA), além de 38 títulos de cidadania.

Arns organizou o livro Brasil: Nunca Mais, desenvolvido ao lado do rabino Henry Sobel, pastor presbiteriano Jaime Wright e equipe, no qual reuniram informações em 707 processos do Superior Tribunal Militar (STM), revelando a extensão da repressão política no Brasil e sistematizando em um livro.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil