Em audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira, 11, mediada pelo juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública de Natal, Cícero Martins de Macedo Filho, Prefeitura e representantes dos comerciantes populares do Alecrim assinaram um acordo para suspender por um mês o processo de reordenamento do bairro, que prevê a remoção do comércio informal e a construção de um shopping no lugar do Teatro Sandoval Wanderley.

Para o deputado estadual Fernando Mineiro (PT), o anúncio da suspensão do processo significa uma vitória dos trabalhadores informais, que se mobilizaram contra a forma autoritária como a Prefeitura de Natal, através da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), queria impor as mudanças no Alecrim.

Na última segunda-feira, 9, ao participar de uma assembleia popular com os camelôs, Mineiro defendeu que os espaços para os ambulantes sejam de responsabilidade do poder público e não da iniciativa privada, como quer a Prefeitura de Natal. Ele se pronunciou, ainda, na terça-feira, 10, em pronunciamento na sessão da Assembleia Legislativa.

“A Prefeitura tentou impor as mudanças na marra, sem dialogar com os trabalhadores que atuam no comércio de rua do Alecrim. Esse recuso é uma conquista fruto da mobilização desse setor”, pontuou.

A Prefeitura se comprometeu a fazer o cadastramento dos ambulantes nos próximos trinta dias e, ainda, adotar “demais providências necessárias ao efetivo dimensionamento da questão que envolve os ambulantes e camelôs que comercializam nas ruas Leonel Leite e Manoel Leite”.

Pelo acordo, o município e os ambulantes deverão elaborar uma proposta conciliatória visando resolver o impasse em torno do reordenamento do Alecrim. Uma das reclamações dos camelôs é que não foi apresentada nenhuma proposta para realocação dos comerciantes pela Semsur.

Foto: Vlademir Alexandre.