A Rede Social de Justiça e Direitos Humanos lançou no início do mês o 19º Relatório Direitos Humanos no Brasil. O documento apresenta um panorama das violações ocorridas neste ano, além de apresentar dados e análises sobre diferentes áreas de atuação relacionadas aos direitos humanos.

Publicado anualmente desde 2001, o relatório reúne 32 artigos de 22 autoras e 19 autores que atuam em movimentos populares e organizações não governamentais e analisa como está a aplicação Declaração Universal dos Direitos Humanos no Brasil, que completa 70 anos nesta segunda-feira (10).

O relatório traz artigos que analisam questões como terra, trabalho, justiça, povos indígenas, quilombolas, populações encarceradas e LGBTI, entre outros.

“O relatório é um subsídio para quem quer entender o que está acontecendo no Brasil na área de direitos humanos e que quer resistir, que quer continuar buscando um país mais justo”, disse a jornalista Daniela Stefano, que integra a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

Na apresentação do documento, o ex-ministro do Governo Lula, Nilmário Miranda, escreve que a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), bem como as manifestações dos filhos dele e dos seus futuros ministros, “projetam nuvens cinzentas sobre o futuro da democracia e dos direitos humanos.”

“Todas as conquistas estão sob a ameaça e sob o manto da incerteza. Dos direitos à manifestação, à liberdade de expressão, de organização e participação social pacífica aos direitos ao trabalho decente, moradia adequada, seguridade social, ao acesso universal à educação e à cultura. O direito à dissidência política, à liberdade de culto, à criação artística – sobre tudo paira a incerteza”, alerta.

*Com informações da Agência Brasil.