Na metade de março, o RN já alcançou a marca de 500 mortes violentas em 2017, um novo recorde para o estado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15), pelo Observatório da Violência Letal Intencional no RN (Obvio).

No ano passado, esse número de mortes foi alcançado em 6 de abril. 2016 foi considerado o ano mais violento da história do RN, mas já perde para 2017, que contabiliza, no primeiro trimestre, a barbárie de Alcaçuz e chacinas pelo estado.

Para Mineiro, a falta de planejamento a médio e longo prazo do Estado na Segurança Pública é um dos fatores que contribuem para a violência. “São índices alarmantes que nos mostram também que falta investimento em pessoal, estrutura e em políticas públicas efetivas”, disse.

Das 500 mortes violentas já registradas neste ano, 423 foram por arma de fogo, de acordo com o levantamento do Obvio. Mais 56 foram por arma branca; sete por objeto contundente; oito por espancamento e seis por asfixia e outros.

Somente em janeiro, foram assassinadas 212 pessoas. Em fevereiro, 193, e em março, até agora, 95 pessoas. A maioria dos crimes aconteceu na Região Metropolitana de Natal – 304 mortes.

“Quem vive no RN parece mesmo estar numa locomotiva de violência e morte, cuja letalidade está em alta velocidade, ceifando antecipadamente vidas”, lamentou Ivênio Hermes, coordenador do Obvio. Para ele, “os insucessos” das ações de Segurança Pública do Estado continuam “levando o RN a manter uma letalidade alta”.

“Fica o lamento pelas vidas interrompidas antes do tempo, não importando quem morreu”, disse Ivênio. “Fica também na mente da população potiguar as mortes cada vez mais próximas de suas casas”.

*Foto: Agência Brasil