A conta da desastrosa política de preços da Petrobras, colocada em prática pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), chegou à população na forma de cortes de recursos das áreas da educação e da saúde. Para compensar o subsídio de R$ 9,6 bilhões para forçar a queda no preço do diesel e os mais de R$ 4 bilhões na redução das alíquotas da CIDE e do PIS/COFINS, Temer anunciou cortes que chegam a R$ 3,4 bilhões em programas sociais e políticas públicas. Além disso, resolveu aumentar impostos de exportadores, da indústria de refrigerantes e da indústria química.

Na educação, o corte será de R$ 205,101 milhões. Os recursos deveriam ser aplicados na concessão de bolsas do FIES e do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies).

A tesoura de Temer inclui um corte de R$ 179,311 milhões de um programa destinado para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Políticas públicas voltadas para a juventude, repressão e prevenção ao tráfico de drogas e enfrentamento à violência contra as mulheres também sofrerão cortes em seus orçamentos.

A Medida Provisória nº 838, que cria o programa de subvenção econômica à comercialização do óleo diesel, foi publicada nesta quinta-feira (31), em edição extra do Diário Oficial da União.

Além dessas duas áreas, o governo ilegítimo prevê ainda um corte de R$ 377,08 milhões em programas que envolvem 40 obras do Ministério dos Transportes. Os cortes também vão atingir o policiamento ostensivo nas rodovias federais, que perderá R$ 4,615 milhões, o que deve aumentar a insegurança nas estradas.

No setor rural, haverá cortes de R$ 30,779 milhões no Programa de Reforma Agrária; R$ 5,443 milhões no Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural Para Agricultura Familiar; R$ 2,996 milhões na Defesa Agropecuária; e, por fim, R$ 2,826 milhões na Pesquisa e Inovações para a Agropecuária.

Fora, Parente

O principal responsável pela política de reajustes de preços na Petrobras que levou o país ao caos com a greve dos caminhoneiros nos últimos dias, o tucano Pedro Parente entregou nesta sexta-feira (1°) sua carta de demissão da Presidência da Petrobras.

A saída de Parente da Petrobras era esperada há muito tempo por diversos setores da sociedade críticos à nova política de preços dos combustíveis praticada pela companhia desde o início do governo ilegítimo de Michel Temer.

Para o deputado estadual Fernando Mineiro (PT), é preciso, agora, rever essa política, que atualmente varia conforme a cotação do petróleo no mercado internacional, o que levou à crise dos caminhoneiros e ao problema de abastecimento no país.

“A política de preços colocada em prática pelo tucano Pedro Parente atende aos interesses das multinacionais do petróleo, em detrimento dos interesses do povo brasileiro. Além da saída dele, precisamos acabar com esse absurdo”, declarou.

Mineiro chamou atenção, ainda, para a necessidade de se levantar contra o “entreguismo” de Pedro Parente à frente da Petrobras. “Na gestão dele, o pré-sal foi entregue de bandeja às empresas estrangeiras. Aliás, um dos objetivos do golpe era esse: entregar nossas riquezas naturais à petroleiras multinacionais”, advertiu.

*Com informações do El País Brasil e Agência PT de Notícias.