O governo de Michel Temer volta a atacar os funcionários federais, com medidas que transferem para eles a conta do ajuste fiscal imposto pela agenda do golpe. Medida Provisória assinada pelo presidente eleva de 11% para 14% a contribuição previdenciária dos servidores com salários acima de R$ 5.331,00. A nova alíquota incidirá apenas sobre a parte do salário que ultrapassa esse valor. Como a alteração na contribuição social foi feita por MP, a cobrança só pode começar 90 dias após a publicação, ou seja, em fevereiro/2018.

Entre as outras medidas de Temer que afetam diretamente o funcionalismo estão previstos o adiamento para 2019 de reajustes salariais negociados com os servidores para o próximo ano, a reestruturação de carreiras (com redução salarial), a extinção de cargos e os cortes de gratificações e outras vantagens. O pacote de maldades contra o servidor faz parte dos ajustes no Orçamento Federal e deve começar a tramitar no Congresso Nacional na próxima semana.

“É a continuação dos ataques do governo golpista ao setor público, transferindo para os servidores a conta do ajuste fiscal. O escândalo é ainda maior quando se sabe que Temer gastou bilhões de reais com emendas, além da barganha com cargos, para comprar votos de deputados e impedir por duas vezes a investigação das denúncias no STF contra ele e seus cúmplices. Mas os servidores e outros setores dos movimentos sociais vão resistir a mais esse assalto aos direitos dos trabalhadores do setor público”, afirmou o deputado estadual Fernando Mineiro (PT-RN).