“A prisão de Lula foi política, porque querem tirar ele de circulação. Eles sabem disso”. A declaração do agricultor aposentado Manoel Vicente, morador da cidade de Canguaretama, sintetiza o sentimento da maioria da população brasileira em relação à perseguição que culminou com a prisão arbitrária do ex-presidente Lula. Ele fez o desabafo, em tom de indignação, na tarde da última quarta-feira (18), durante debate com trabalhadores/as rurais do município, que contou com a presença do deputado estadual Fernando Mineiro (PT).

A opinião de “Seu” Manoel foi compartilhada pelo também agricultor do distrito de Piquiri, Severino Ribeiro da Cruz, para quem “não podemos ficar indiferentes ao que está acontecendo”. “A prisão de Lula não é o fim, porque quem tem bom senso está inconformado com essa situação. Quem conhece a história, sabe o que Lula fez pelo Brasil”, disse.

O professor da rede estadual Kleiton Felinto contou que foi o primeiro da sua família a entrar na universidade. “Devo isso a Lula, porque foi o governo dele que criou as condições de acesso e de permanência dos jovens pobres nas universidades, o que não acontecia antes dele. Foi meu esforço, mas também devo isso ao governo Lula”.

Mineiro afirmou que os relatos reforçavam a constatação de que a perseguição a Lula, na verdade, se deve ao fato de os governos petistas terem priorizado os pobres. O pano de fundo dessa injustiça se deve ao histórico preconceito social das elites do Brasil.

“A vida das pessoas melhorou nos governos Lula e Dilma. O povo sabe da injustiça que estão fazendo com ele. O que o Lula está enfrentando é o mesmo que o povo passa quando precisa recorrer à Justiça. Lula fez muito pelo nosso povo. Chegou a hora de fazermos alguma coisa por ele”, conclamou.

Para Mineiro, depois do impeachment fraudulento contra a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), os golpistas não contavam que o ex-presidente “permaneceria de pé, mesmo sendo atacado diariamente”.

“Por isso, começaram a perseguir ele. Aí, sem nenhuma prova, eles prenderam o Lula. Não por ele ser culpado, mas para tirar ele das eleições, não deixar ele ser candidato a presidente, porque sabem que ele seria eleito”, ressaltou.

Mineiro enfatizou a importância de elegermos neste ano parlamentares “alinhados/as com o projeto do presidente Lula”, acrescentando que apresentou seu nome como pré-candidato a deputado federal em 2018.

A coordenadora de Mulheres do Sintraf, Maria Avanael, falou da “responsabilidade” que os/as trabalhadores/as rurais têm neste ano.

“Os/as trabalhadores/as rurais reconhecem as políticas dos governos Lula e Dilma. Agora, estamos vendo as coisas voltarem a ser como eram no passado. A gente viva num país com mais direitos, mas agora estamos vivendo esse retrocesso. É triste ver toda nossa luta ser esquecida”, lamentou.

Mineiro encerrou o debate convocando as pessoas a se engajarem na luta pela liberdade do ex-presidente Lula. Ele destacou que “cada um/a pode fazer a disputa de opinião na sociedade, conversando com as pessoas sobre o que está acontecendo, sobre essa injustiça e sobre o verdadeiro objetivo da perseguição ao Lula”.